Nove dicas sobre virtualização de desktops


A virtualização de desktops é considerada por especialistas a união de duas das tecnologias mais bem sucedidas: a computação centralizada em torno do mainframe e a tradição de desktop de conceder poder ao usuário. Cada posto de trabalho mantém sua própria instância de sistema operacional e aplicações, na tradição do desktop, mas que rodam em um servidor virtualizado, resultando em menores custos.

Os argumentos vão além: o acesso remoto às máquinas faz com que os técnicos não precisem mais expulsar usuários de seus lugares para resolver problemas ou fazer atualizações. Sem contar que cada desktop ou laptop físico é um alvo para crackers e oferece oportunidade para vazamento de dados.

O argumento contra, no entanto, também é forte. A virtualização de desktops acarreta custos maiores de licença com softwares de virtualização. As licenças tradicionais, como as da Microsoft, não sofrem redução significativa. Além disso, há custos adicionais de tráfego de rede e de servidores mais poderosos. E, finalmente: o que acontece se o usuário for desconectado da rede?

Para reduzir as dúvidas sobre o conceito e facilitar a decisão entre adotar ou não, é importante entender as variantes básicas e as tecnologias envolvidas com a virtualização de desktops.

1 – Reprodução fiel do desktop físico
Assim como ocorrem com os servidores, a virtualização de desktops depende de uma camada de software, conhecida como hypervisor, que roda em um hardware e oferece uma plataforma onde os administradores podem implementar e gerenciar máquinas virtuais. Na tecnologia, cada usuário recebe uma máquina virtual que contém uma instância separada de um sistema operacional (quase sempre Windows) e de qualquer aplicação que precise ser instalada. Com toda essa estrutura, a máquina virtual faz um bom trabalho em reproduzir uma máquina real.

2 – Thin client não é desktop virtual
A forma mais popular de computação baseada em servidor depende de uma tecnologia que permite que múltiplos usuários compartilhem a mesma instância do sistema operacional. Essa é a tecnologia dos thin clientes, na qual não existem hypervisors ou máquinas virtuais. A desvantagem dela é o desempenho ruim de algumas aplicações e a pouca personalização na experiência do usuário. No entanto, algumas pessoas ainda confundem as tecnologias porque o objetivo básico é o mesmo: consolidar a computação dos desktops em um servidor.

3 – Virtualização de desktops e VDI são a mesma coisa
A VMware foi a primeira empresa a promover o termo VDI (infraestrutura de desktop virtual), mas outras companhias, como Microsoft, com seu Hyper-V e a Citrix, com seu XenServer, preferem outras terminologias. Todas com o mesmo princípio e a mesma finalidade.

4 – Não confunda duas tecnologias diferentes denominadas virtualização de desktops
Se o termo pode se referir ao sistema de computação de desktops centralizada no servidor com a implantação de máquinas virtuais com sistemas separados, ela também pode se referir à outra tecnologia também oferecida por Microsoft e VMware, que permite rodar uma instância de sistema em cima de outro sistema operacional. É possível rodar o Windows a partir de uma instância do Mac OS, por exemplo. Nada a ver com computação baseada em servidor.

5 – Nenhum sistema de computação baseada em servidor será compatível com a mesma quantidade de hardware quanto um desktop físico
O trabalho para tornar o Windows compatível com uma gama muito grande de impressoras, placas gráficas, placas de som, scanner, dispositivos USB, entre outros, foi extenso e já tem mais de 20 anos. Os terminais que acessam máquinas virtuais simplesmente não funcionarão com certos tipos de hardware. Além disso, como a interação ocorre via rede, a transmissão de multimídia, vídeos e aplicativos Flash pode ser complicada.

6 – Soluções de desktops virtuais são mais caras que soluções thin clientes, mas entregam mais
No desktop virtual, cada máquina precisa de sua própria fatia de memória, armazenamento e poder de processamento para rodar o sistema operacional e aplicativos. Além disso, ele precisa de uma coleção de licenças de sistema e software próprias e geram grande tráfego de rede. No sistema de terminais, tudo é compartilhado.

O retorno do desktop virtual, além da melhor experiência do usuário, é a disponibilidade e metodologia de gerenciamento. A migração de um desktop virtual ocorre sem a derrubada da máquina, assim como ocorre nos servidores. Além disso, se uma máquina virtual trava, só ela será afetada, as demais continuarão operantes. Sem contar que elas podem ser rapidamente recuperadas com o uso de snapshots.

7 – Soluções dinâmicas de desktop virtual melhoram a eficiência
Em uma instalação dinâmica de desktops virtuais, os desktops compartilham dados, como patches e outras atualizações, mantendo personalizações relativas a usuários. Isso facilita significativamente o gerenciamento do ambiente.

8 – Virtualização de aplicações aumenta vantagens do VDI
Quando uma aplicação é virtualizada, ela é empacotada com todos os pequenos arquivos e entradas de registros do sistema que são necessárias para execução. Isso significa que ela pode rodar sem ser instalada.

Nesse cenário, os administradores podem entregar aplicações sem adicioná-las à imagem mestre das máquinas virtuais, reduzindo as pegadas das máquinas virtuais e simplificando o gerenciamento das aplicações. Somada à uma tecnologia de aplicações por streaming, elas se iniciam ainda mais rápido do que se tivessem sido instaladas em cada máquina virtual.

9 – Clientes hypervisors  deixarão que a máquina virtual seja executada offline
Um cliente hypervisor pode ser instalado em um desktop ou laptop tradicional de forma que a empresa consiga rodar uma máquina virtual sem conexão com a rede e contendo tudo o que é necessário. Porque fazer isso? Todas as vantagens da virtualização são mantidas, incluindo as snapshots, portabilidade, recuperação rápida. Além disso, a máquina pode circular em ambientes desconectados, para aqueles usuários que precisam de portabilidade de forma mais ampla. Quando conectada, as informações são sincronizadas.

Por Redação da Computerworld

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