Análise de negócios exigirá um novo perfil profissional


As empresas precisam, com urgência, de um profissional que haja como um “cientista das informações”. Alguém que reúna as habilidades de um programador, de um estatístico e de um excelente contador de histórias, para traduzir cenários em tempo real às organizações. Essa é a opinião do vice-presidente sênior e principal executivo de marketing da SAS, Jim Davis.

Para Davis, de nada adianta a companhia comprar tecnologias e software de análises se não tiver profissionais que traduzam a realidade, para que ela não fique atrás em um mercado muito veloz em termos de transformação. “Esse é um ponto fundamental para fazer a transição do BI (Business Intelligence) tradicional, um modelo reativo, para a análise de negócios em tempo real, que é proativo e é o que pode trazer diferenciais”, avalia.

Esse profissional também teria o papel de derrubar uma barreira que ainda persiste nas empresas: de um lado, a montanha de dados. Do outro, os setores responsáveis por tomadas de decisões.

Davis usa o caso de empresas de tecnologia para exemplificar o que quer dizer. A Nokia, como fabricante de celulares, sempre pensou em seus produtos como equipamentos para realização de ligações telefônicas e que eventualmente desempenhariam outras atividades. Então veio o iPhone, que mostrou que o mercado estava orientado para equipamentos completos, que fariam papel de telefone apenas eventualmente. “O resultado foi a queda brutal das ações da companhia em um espaço de 3 anos”.

Outro exemplo é a Microsoft. Embora ainda mantenha sua receita, a companhia vive de modelos muito ultrapassados e tem um futuro incerto. Ainda não mostrou a que veio no mercado de tablets e de smartphones e terá tempos difíceis pela frente.

Nem o Google escapou das críticas de Davis. A companhia, muito bem sucedida no mercado da busca, tem 99% de sua receita de anúncios. Mas falhou em ser bem sucedida na área de redes sociais, que vêm abocanhando fatias significativas dos anúncios online e agora está ameaçada por companhias como Facebook.

Ainda no tema mídia social, Davis aproveitou para destacar a importância do ambiente no novo cenário de análises com outro caso da vida real. A marca de vestuário GAP recentemente resolveu mudar o logo e descobriu que ela estava sendo muito mal falada nas redes sociais. O resultado foi a volta para o logo anterior.

Segundo Davis, a companhia não tinha uma forma estruturada de analisar as redes, mas nesse caso a repercussão foi muito óbvia. “Se as redes não existissem, provavelmente a empresa teria contratado uma agência para realizar pesquisas e descobrir, depois de 12 meses sendo mal falada nos círculos sociais, que o novo logo era odiado”. No entanto, a maioria das informações soltas nas redes não é óbvia, reforçando a importância de sua consideração por parte das estratégias de análises de negócios das empresas.

Por Rodrigo Afonso, da Computerworld

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