Tecnologia pessoal invade o local de trabalho. E o setor de TI não vê


Comprados para uso pessoal, equipamentos eletrônicos como notebooks e smartphones são utilizados no trabalho por 92% dos empregados brasileiros que utilizam tecnologia no dia-a-dia – os chamados “iWorkers”. No entanto, seus empregadores subestimam seu uso, aponta a pesquisa “Consumerization of IT” realizada pela IDC com o patrocínio da Unisys.

“Os empregadores parecem não ter uma compreensão precisa de quais e quantas tecnologias de consumo têm sido utilizadas por seus funcionários no local de trabalho”, conclui o estudo. “Apesar deste aparente distanciamento da realidade, 73% dos executivos de TI ouvidos pela pesquisa descreveram suas redes corporativas como muito seguras.”

Em alguns casos a discrepância é mais acentuada. Enquanto 55% dos trabalhadores brasileiros disseram utilizar seu próprio notebook no trabalho, os executivos entrevistados responderam que apenas 16% de seu pessoal teriam esse costume.

O descompasso também aparece nos smartphones: 30% dos funcionários disseram usar o aparelho em seu trabalho, mas para os executivos de TI esse porcentual é de 10%.

Redes sociais
As redes sociais também têm sido bastante utilizadas no trabalho, mais do que estimam os executivos, informa o levantamento. No Brasil, 20% disseram utilizar o Twitter tanto de forma pessoal como no trabalho. Nos Estados Unidos e na Europa, esse porcentual é de 3%.

No caso do Facebook e do MySpace, o porcentual de brasileiros que afirmaram utilizar as redes no trabalho é de 15%. Na Europa, é de 6%.

Em âmbito global, 69% dos empregados entrevistados disseram poder acessar sites não relacionados ao trabalho. Contudo, o porcentual de empregadores que afirmaram permitir a prática foi de 44%.

Da mesma forma, 52% dos empregados disseram poder guardar dados e arquivos pessoais nos sistemas da empresa, mas apenas 37% dos empregadores admitiram essa possibilidade.

Pessoal e profissional
A pesquisa da Unisys/IDC revela ainda que os brasileiros lideram o uso corporativo de algumas tecnologias pessoais. No Brasil, por exemplo, 63% dos trabalhadores disseram usar seu celular tanto para uso pessoal como para o trabalho. Nos Estados Unidos, esse porcentual é de 63% e na Europa, de 45%.

O relatório aconselha as empresas a se modernizarem para abraçar esta nova força de produtividade, por meio de soluções que permitam integrar as tecnologias de consumo às suas redes ao mesmo tempo que assegurem a proteção de seus dados críticos contra vírus, hackers, ladrões de identidade, entre outras medidas.

No Brasil, a pesquisa ouviu 301 trabalhadores, usuários de aparelhos como celulares e smartphones bem como de redes sociais, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). No total, foram ouvidos 2.820 funcionários de dez países.

Do lado dos empregadores, foram ouvidos cem executivos de empresas com presença no Brasil. No mundo, foram entrevistados 650 líderes da área de TI em dez países.

Por Redação do IDG Now!

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