Docs em tempo real é aposta do Google


Intensificando sua busca por clientes corporativos e sua competição com o Microsoft Office, o Google reescreveu seu aplicativo de processador de textos e de planilhas online. A sua nova versão para documentos mostra as grandes apostas da companhia: mais colaboração em tempo real e inteiramente na nuvem. Os engenheiros do Google passaram o último ano e meio reescrevendo o software baseado em browser e transformando os produtos que a empresa adquiriu em uma suíte única de software online.

Visivelmente, os aplicativos revisados parecem pouco diferentes. Apresentam uma nova régua para ajuste de margem; o chat integrado e o status de presença te permitem ver exatamente como uma outra pessoa está trabalhando no documento; e os documentos importados do Microsoft Word mantém as configurações originais.

O maior passo adiante, no entanto, foram as mudanças na edição colaborativa – quando duas ou mais pessoas trabalham no mesmo documento simultaneamente –  que agora acontece quase instantaneamente, ao invés de ter o antigo atraso de 15 segundos. O Google vem apostando que a colaboração online, em tempo real, é a função que os usuários mais querem. Uma outra grande aposta está no ambiente 100% nuvem. Por enquanto, não é possível usar o Docs sem conexão à internet. O Google acredita que a maioria das pessoas não está interessada em serviços offline, mas a empresa reconhece que os executivos – aqueles que precisam aprovar o aplicativo do Google – estão interessados. Eles precisam usá-lo com frequência em situações nas quais não existe conexão, como durante vôos. Assim, não permitir o acesso offline pode ser um ponto contra a nova versão do Docs.

Microsoft Office fica

Quase todas as grandes empresas que usam o Google Apps mantém, também, o Microsoft Office. Elas adotam o Google por seu e-mail, que custa US$ 50 por ano por usuário, e o Docs vem junto, portanto, elas permitem que os funcionários usem-no quando necessário. (Nota do repórter: os Apps são a suíte completa, incluindo e-mail. Docs é o nome da suíte que oferece processador de textos, planilhas e apresentações. Parece confuso, mas vou usar Docs para me referir à suíte inteira.)

Na Genentech, empresa pioneira em biotecnologia, 8,2 mil pessoas – mais da metade dos funcionários – usam o processador de textos e planilhas do Google, no sua dia a dia, o dobro do que usavam no ano passado. “Para ser sincero, eu não sabia se as pessoas usariam e não houve imposição”, contou o CIO, Todd Pierce.

A prefeitura de Los Angeles, na Califórnia (EUA), impôs o Gmail aos 30 mil funcionários e manteve o Microsoft Office, porém, não vai atualizá-lo pelos próximos 18 meses. Espera-se que as pessoas usem o Docs e que eles não tenham de atualizar o Office. Os estudos sobre o retorno sobre o investimento (ROI) da prefeitura prevêem que 80% dos funcionários usarão o Docs e apenas 20% precisarão manter o Office.

Mas não se engane: o Office já está bem-estabelecido. É fácil de usar e as pessoas gostam dele. Portanto, o Google enfrenta uma batalha dura. “Por mais assustadas que as pessoas tenham ficado quando eu mudei o sistema de e-mail, retirar o Office foi extremamente importante”, contou Kevin Crawford, gerente de assistência geral da prefeitura de Los Angeles.

Pesquisa da InformationWeek Analytics mostrou que dos 571 profissionais de tecnologias de negócio entrevistados 78% responderam que o Microsoft Office atendia completamente a todas às suas necessidades; 6% disseram que não; 87%, que esperam que suas empresas mantenham o Office por mais dois anos. Apenas 9% espera utilizar basicamente ferramentas que não fazem parte do Office.

Os usuários do Power Excel não encontrarão tudo o que precisam nas planilhas do Google. Elas não oferecem Pivot Table, por exemplo, e, se você precisar de mais de cem fileiras, terá de adicioná-las manualmente. O processador de texto não tem o Mail Merge, como o Word. Mas os usuários diários encontrarão a maioria das funções que precisam em cada suite.

Quando os usuários do Office mudarem para o Google Docs, provavelmente será devido ao compartilhamento fácil. O Microsoft Office 2010 está disponível para os usuários corporativos, e as equipes de TI devem prestar atenção em como ele oferece as funções de compartilhamento que as pessoas gostam no Docs.

por Thomas Claburn | InformationWeek EUA

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