Como a gestão de pessoas se reflete em resultados


Quanto melhor o ambiente de trabalho em uma organização, mais resultados ela consegue obter no mercado. Esta afirmação, que representa um dos pilares da filosofia defendida pelo Great Place to Work Institute – consultoria responsável pelo estudo das Melhores Empresas para Trabalhar – foi confirmada na pesquisa de 2010.

Entre as 70 Melhores Empresas para Trabalhar em TI e Telecom no Brasil, o impacto das turbulências na economia internacional foi muito menor do que no resto do setor, avalia o CEO do Great Place to Work no País, Ruy Shiozawa. “Elas passaram melhor pela crise”, afirma.

“Isso demonstra que as organizações erram,  quando, nos momentos difíceis, deixam de lado a preocupação com as pessoas e focam apenas na solução dos problemas financeiros”, pontua Shiozawa.

Ele justifica sua visão mostrando que as empresas listadas entre as melhores para trabalhar apresentam rentabilidade bem acima da obtida pelo índice da Bolsa de Valores (Ibovespa). Relatório divulgado pela M2 Investimentos calcula que, caso uma pessoa tivesse investido 100 reais na Bovespa em 2000, teria recebido 409 reais no último ano, segundo a média de valorização das ações no período. Contudo, se tivesse injetasse o mesmo valor nas organizações consideradas como as Melhores para Trabalhar – segundo a pesquisa do GPTW –, a rentabilidade seria de 1.205 reais.

O CEO do GPTW aponta, ainda, que em setores altamente competitivos, como o caso do mercado de tecnologia da informação, já existe uma percepção das organizações de que um bom ambiente de trabalho representa um diferencial, na medida em que garante a atração e a retenção de talentos. Um reflexo direto da preocupação das empresas está no fato de que, este ano, um índice 20% maior de companhias de TI e Telecom se inscreveu para participar da pesquisa.

Além disso, em 2010, houve um aumento de participação das companhias de TI e Telecom no ranking geral das 100 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil – que engloba organizações de todos os setores da economia – em relação a 2009, quando o setor respondeu  por cerca de 1/3 das organizações listadas. “Isso demonstra uma preocupação brutal do segmento em atrair e reter talentos”, conclui o CEO do GPTW.

Os esforços das empresas do setor de tecnologia no sentido de melhorar o ambiente de trabalho refletem em uma percepção positiva dos profissionais. “Como o estudo deste ano refere-se a dados de 2009 – quando ainda existia uma crise – esperávamos que houvesse uma queda na média geral de avaliação dos funcionários. O que não ocorreu”, cita Shiozawa. O índice geral de satisfação, de 80 pontos, manteve-se praticamente estável na comparação com a pesquisa realizada no ano anterior.

Destaques do setor
Entre os cinco critérios avaliados pelos funcionários durante a pesquisa das Melhores Empresas para Trabalhar em TI e Telecom, a questão de ‘orgulho’ aparece como o item no qual a média geral de avaliação aumentou 3 pontos em relação a 2009.

“Isso demonstra que os profissionais têm mais orgulho do trabalho que fazem”, pontua o CEO, que completa:  “Ao que tudo indica, as empresas estão conseguindo fazer com que os funcionários enxerguem que suas tarefas fazem algum sentido.”

Também na lista de critérios analisados pelos funcionários houve um acréscimo de 2,5 pontos no índice que avalia o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. O que, de acordo com Shiozawa, reflete uma postura mais flexível das organizações.

O terceiro quesito que melhorou, na análise dos profissionais que atuam nas melhores empresas de TI e Telecomunicações, foi a ‘credibilidade’, com acréscimo de 1,7 ponto em relação ao estudo divulgado no ano passado. Nesse critério, o GPTW analisa se os funcionários enxergam de maneira clara os objetivos da organização e as formas de alcançá-los.

Ponto de atenção
Se as melhores empresas para trabalhar conseguiram incrementar o sentimento de orgulho, de confiança e de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, por outro lado, seus funcionários se sentiram menos satisfeitos com as iniciativas de ‘reconhecimento’. A média geral caiu aproximadamente 3 pontos.

“Os dados representam um sinal de alerta para as empresas, já que é importante que os funcionários sintam que seu trabalho está sendo reconhecido”, pontua o CEO do GPTW. “E isso não significa que as pessoas esperam reconhecimento financeiro. Elas só querem que seus resultados sejam vistos pelo resto da organização”, acrescenta Shiozawa.

Por Tatiana Americano, da Computerworld

Veja a cobertura completa ‘As 70 melhores empresas para trabalhar’

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