SaaS: ainda há dependência do Outlook


Enquanto as empresas buscam os fornecedores de SaaS para o serviço de e-mail, muitas ainda não estão prontas para abrir mão do Outlook como seu cliente local. A DMS & Associates matém a plataforma da Microsoft como correio cliente, em parte, porque estão familiarizados com ele, mas também porque a CEO Kimberlee Augustine gosta do calendário.

A Circle Global pensou em adotar o Google Apps mas decidiu por um fornecedor que suportasse o Outlook porque já tinha outros aplicativos da Microsoft em casa que queria sincronizar com a plataforma, entre eles, o Project Server. “Ele integra as tarefas designadas ao Outlook em todos os clients”, lembra Brock Nonn, chefe de marketing da Circle Global. Ele não poderia sincronizar o Project Server com o Google Apps.

A Microsoft deve continuar jogando com essas integrações. Com o SharePoint 2010, as empresas poderão exibir perfis de usuários, como um Facebook interno, junto com mensagens de e-mail, assim, será possível ver as fotos de todas as pessoas copiadas em um e-mail.

Mesmo assim, a Microsoft vai perder alguns clientes. A Sanmina-SCI, por exemplo, trocou o Outlook pela interface de usuário do Google Apps. “Logo no início, estávamos mais inclinados em permanecer com o Outlook, mas o Google oferece algumas funções e características que o Outlook não possui, portanto, acabamos por optar pela interface baseada em web”, disse Manesh Patel.

A Sanmina-SCI usa o Firefox como navegador padrão. O UI baseado em browser não possui as mesmas funcionalidades, como a habilidade de arrastar e soltar arquivos ou copiar e colar itens. “A tecnologia do browser ainda não chegou ao ponto que deveria”, entende Patel. “Estamos ansiosos pelo HTML5, que deve oferecer uma interface mais robusta”, mas, disse que o UI, de forma geral, funciona muito bem.

Alternativas à Microsoft

Só recentemente, a Cisco apresentou seus planos para o WebEx Mail, na tentativa de substituir o Outlook como cliente baseado em browser. Chamado de Cisco Inbox, o produto promete funções que irão facilitar a organização de e-mails e os coloca no centro de um ambiente de colaboração. A fabricante planeja incluir o que chama de “tópicos”, o que permite ao usuário organizar e-mails por assunto. Ao invés das pastas padrão, os tópicos ficarão dispostos em uma barra na tela principal, como se fossem mensagens individuais. O Cisco Inbox irá além ao permitir que o usuário adicione conteúdo ao tópico sem ser e-mail – como chats, arquivos em vídeo e mensagens de voz .WAV. O usuário também poderá convidar outros para ver um tópico. A Cisco planeja integrar o Inbox com outros sites de colaboração para que as pessoas logadas no cliente de e-mail possam, por exemplo, enviar mensagens para o LinkedIn via e-mail. A Cisco espera suportar, inicialmente, Skype e WebEx IM.

No entanto, a Cisco pode enfrentar sérios desafios para superar a Microsoft. Embora seja líder em infraestrutura de rede, com forte credibilidade em segurança, a fabricante tem fraca reputação como fornecedora de serviços. O WebEx lhe deu experiência com desafios tecnológicos para melhorar a qualidade de um serviço, mas ainda terá muito trabalho para convencer os consumidores de que possui a destreza para lidar com colaboração e serviços. A Cisco lançou o WebEx Mail em novembro passado, mas não quer declarar quantas contas já oferece.

Temos, então, a IBM, que, tentando revitalizar o Lotus, lançou o LotusLive, que combina e-mail baseado em SaaS, mensagem instantâneo, web conferência e compartilhamento de arquivo. As empresas podem escolher a versão hospedada do Lotus Notes ou o cliente de e-mail baseado em browser, iNotes.

A IBM exibiu as integrações do LotusLive com os dados da Salesforce.com, com as chamadas VoIP com o Skype e com a entrega de dados da UPS. O melhor acordo da empresa, até agora, foi com a Panasonic, em janeiro passado.

O preço do Google parece ser a maior força de mudança no mercado de mensagens. Com sua versão gratuita, muita gente já usava a interface de e-mail baseada em browser antes da adoção corporativa. Combinar e-mail com suites de produtividade coloca pressão no preço das gigantes franquias de e-mail e Office, da Microsoft. Mas o Google, que tem 97% de seu rendimento vindo de propagandas e não declara quantas contas corporativas pagas tem, ainda está aprendendo sobre o mercado de TI corporativa.

Com as recentes atualizações em seu serviço de processamento de texto e planilhas, ele parou de oferecer a versão offline do serviço, avisando com um mês de antecedência e dizendo que pretende trazer a função de volta. O Google diz que a função offline não era popular, mas seus clientes corporativos tendem a discordar e não aprovam esse tipo de surpresa.

Todos esses fornecedores correm atrás de funções além e-mail. Seus objetivos são controlar todo o ambiente de troca de mensagens e colaboração, enquanto prometem reduzir o fardo da TI operacional. A mudança para a nuvem acaba com muitas das vantagens da Microsoft sobre a concorrência e cria oportunidades para novas empresas que querem entrar para o mercado.

As empresas ainda não podem viver sem e-mail, mas está claro que muitas delas já não precisam do hardware, software e espaço de armazenamento que o e-mail local exige. Os CIOs estão cada vez mais confortáveis com as ideias alternativas. É claro que as empresas que pensam em mudar para um serviço de e-mail baseado em SaaS precisam estudar para escolher o fornecedor mais viável. Mas nenhum CIO pode atualizar seu e-mail local sem antes considerar uma opção SaaS.

por Andrew Conry-Murray | InformationWeek EUA

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