Coagril adota VoIP e tem economia de 70%


A Coagril (Cooperativa dos Agricultores de Chapada), situada no Norte do Rio Grande do Sul, passou por um dilema há cerca de um ano. A pequena associação de produtores, que começou atividades em 1986, entrou em um ciclo de crescimento virtuoso, mas a infraestrutura de tecnologia não estava dando conta do recado. Os equipamentos obsoletos estavam reduzindo a competitividade, havia paradas constantes e os custos de manutenção não paravam de subir. Parecia mesmo que a TI estava indo para um lado, enquanto a cooperativa ia para outro.

Decididos a transformar essa situação, a direção da Coagril deu liberdade para a área de tecnologia para que fosse atrás do necessário para reformular a infraestrutura e encontrar um fornecedor de confiança para fazer o serviço. Mas, situada na região do Planalto Sulriograndense, a cooperativa estava isolada do interesse de muitos dos canais que trabalham no Rio Grande do Sul.

A área de tecnologia decidiu pedir ajuda a um parceiro que já tinha mostrado competência na venda de equipamentos. A Cinco TI foi chamada para realizar um estudo sobre a situação atual e entregar um projeto de modernização para a cooperativa. “Foi um trabalho bem interessante, porque apesar da empresa estar defasada nessa área, ela se mostrou receptiva às novas ideias e propostas”, lembra o diretor-geral da Cinco TI, Ramiro Guerra Martini.

O diagnóstico inicial revelou a situação precária da infraestrutura e a incapacidade de lidar com o crescimento já a pleno vapor da Coagril. Outro problema era de fazer a empresa avançar diversos passos de uma vez dentro da tecnologia. O período no qual a expansão foi desacelerada tinha de ser recuperado. A cooperativa já contava com outras sedes e armazéns. Ela vivia um novo momento no qual o deslocamento de profissionais era constante e o volume de produtos que entravam e saiam de suas instalações alcançava números impressionantes.

Para se ter uma ideia, no período de cerca de um ano, a movimentação de produtos agrícolas na Coagril saltou de 600 mil para perto de 1 milhão de sacas. A nova sede, que passava de 200 para 1,5 mil metros quadrados, também estava prestes a ser inaugurada e não podia carregar todos os problemas antigos de tecnologia.

Para que isso não ocorresse, optou-se por construir uma rede de dados convergentes. Dados, voz e imagem deveriam trafegar sem restrições. Os cabeamentos de CFTV e demais sistemas de segurança patrimonial também deveriam estar na mesma estrutura de cabos, porém com ativos específicos para cada solução.

Aproveitando a modernização, a cooperativa entrou em uma nova fase também na telefonia. Os custos de ligações telefônicas acompanhava o crescimento da empresa e a tendência era que se elevasse mais ainda no futuro. A solução foi implementar uma solução em VoIP, com economia projetada de 70%.

Os demais equipamentos de rede reuniam uma unidade de chaveador analógico Trendnet TK-802R. vários no-breaks APC, baterias adicionais, switches 3COM; servidor Torre HP AT039A, memória Hp 450260-B21. Houve também a criação de um sistema novo de automação que contou com unidades da Gertec, câmera IP D-Link DCS-2102, impressora de Etiqueta Argox OS214TTCT e 12 leitores de código de Barra Symbol.

O plano da Cinco TI era preparar toda essa transformação sem parar a empresa. Por isso, o projeto, que durou de janeiro a outubro de 2009, ocupou pelo menos seis meses de muito planejamento em cima da decisão dos equipamentos da nova infraestrutura e de como fazê-la funcionar sem que a cooperativa parasse.

A mudança ocorreu durante um final de semana. Na sexta-feira, tudo foi desligado, instalado e testado para, que na primeira hora da segunda-feira, a nova infraestrutura estivesse operante. “Saímos de um fusquinha e passamos a dirigir um carro de luxo”, compara o gerente de informática da Coagril, Roberto Machado. Para ele, a solução adotada ajudou a colocar a cooperativa em um novo patamar tecnológico, deixando tudo pronto para continuar o crescimento esperado.

Para o gestor de TI da cooperativa, a solução ultrapassou as expectativas. “Já sentimos um aumento da produtividade e na disponibilidade do pessoal”, diz. O retorno do investimento feito é projetado para sete meses a um ano. A diminuição da manutenção de equipamentos que antes era constante, com as quedas de energia, e passaram a ser mínimas deve contribuir muito para essa amortização do custo do projeto. “Antes, vivíamos apagando incêndios, mas agora podemos ajudar no crescimento da Coagril”, aponta Machado.

por Gilberto Pavoni | Reseller Web

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