Locamérica opta por terceirização de TI em busca de governança


A Locamérica Frotas, empresa especializada em terceirização de frotas de veículos, passou por transformações para atender as novas exigências de mercado e atrair investimentos. Quando o Banco Votorantin aumentou sua participação no capital, a companhia foi obrigada a reavaliar seus processos para ter governança e optou pela terceirização da TI.

O processo de mudança começou depois que o Banco Votorantin comprou 20% do capital da empresa em 2008 e aumentou a participação para 33% no ano passado. Com aporte de capital veio a exigência de adoção das melhores práticas para alinhamento da tecnologia aos negócios. A empresa precisou implantar a governança de TI para atender a meta da área de suportar um crescimento estimado de 50% da receita ao ano.

Com essa demanda, a companhia contratou um superintendente de TI, Rodrigo Ramires, com uma filosofia de trabalho voltada à terceirização. O desafio era o de estruturar os processos baseados em ITIL, centralizar e administrar a atendimento de TI em todas as unidades e criar uma infraestrutura que atendesse à empresa de forma mais efetiva.

De acordo com Ramires, a opção por um contrato de serviços, em vez de investimentos em infraestrutura, fez com que a empresa se adequasse às regras de governança, trouxe flexibilidade e proporcionou um quadro no qual os funcionários de tecnologia da organização se concentrasse em tarefas estratégicas. “Temos um contrato de 2,5 milhões de reais a 3 milhões de reais com a Agtech, que realizou todos os investimentos em hardware”. Dentro da organização, só há funcionários de nível estratégico, que realizam gestão de serviços, do contrato de outsourcing e do sistema integrado de gestão.

A empresa, que tem faturamento na casa dos 250 milhões de reais, precisa também manter uma rede segura, conectando a sede da empresa, em Belo Horizonte (MG) e as 14 filiais espalhados pelo país. Como não pode interromper as atividades, outro desafio da projeto, apontado por Ramires, foi o de executar a transição com as atividades em andamento. “Em uma situação como essas, é essencial estudar fornecedores e optar por um que volte o foco para o negócio do cliente”, afirma.

Antes da entrada de capital, a empresa não tinha padrão de atendimento, de forma que cada unidade era responsável por sua própria estrutura. O restante da gestão de TI também era descentralizada, sem a possibilidade de se obter um retrato preciso da organização como um todo.

Um dos pontos chaves do projeto foi a centralização e padronização do help desk e dos servidores, também terceirizados com a empresa de hosting Alog. Segundo Ramires, tudo isso trouxe ganhos em qualidade de gestão à companhia. “O valor investido em atendimento até subiu em relação ao que gastávamos anteriormente, mas o ganho de qualidade e nas operações acaba justificando na outra ponta”, avalia Ramires.

Por Rodrigo Afonso, da Computerworld

Anúncios
Esta entrada foi publicada em ITIL, Outsourcing. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s