TI verde ganha força nas agendas dos CIOs


O setor de tecnologia contribui com 1,4% das emissões de gases do efeito estufa. Há tendência de dobrar esse percentual dentro de dez anos. Além disso, estima-se que o lixo eletrônico representa 2% do total gerado de resíduos nos Estados Unidos. Talvez, por essas proporções, a preocupação com o meio ambiente vem ganhando espaço nas agendas dos gestores de tecnologia mundo afora.

“TI verde não vem só como uma questão de sustentabilidade, mas como uma oportunidade para redução de custos”, defende Renata Serra, diretora de tecnologia da informação Booz & Company. A consultoria apresenta estatísticas consistentes de redução de custos com energia atingida com práticas “sustentáveis”.

Renata cita, por exemplo, contribuições entre 5 e 10% com desativação de sistemas, entre 1 e 4% com desligamento de equipamentos e redução de custos de até 35% com práticas de virtualização. A executiva revela que muitas empresas não fazem um diagnóstico preciso de seu ambiente, avaliação de oportunidades, definição de metas até chegar ao case de negócio.

A questão energética é um dos fatores mais importantes, mas deve-se pensar também no descarte dos equipamentos. Já se observa, no mundo, fabricantes adotando padrões verdes, do planejamento a produção, chegando ao tratamento dos resíduos. “Mas, no Brasil, essa questão ainda não foi adotada na integra”, comenta, revelando que cada estado e empresa se valem de critérios próprios.

“Os fabricantes de TI sofrem grande pressão para se tornarem compliance com a questão verde”, atesta Claudio Martins, CIO da GM para o Mercosul, para sintetizar: “Sustentabilidade virou agenda”. Na visão do executivo, o elo mais eficaz para tratar a destinação de descarte e reaproveitamento são os provedores, que construíram e conhecem os elementos que compõem os produtos.

O estabelecimento de estratégias de TI verde precisa, para dar resultados, suporte de governança, para que as corporações não toquem apenas práticas isoladas. “Estabelecer um cronograma é importante”, resume Renata, apontando que as decisões dos CIOs devem considerar a vertente sustentabilidade na avaliação dos projetos.

Para ilustrar a questão, em 2002, a GM conduziu um projeto de redução do volume de impressões. A iniciativa contemplou uma redução drástica, de 1,6 mil para 363 equipamentos. “Imprimíamos 51 milhões de páginas e gastávamos 60 milhões em papel”, ilustra Martins, citando um cenário de alto consumo e baixa gestão.

Com uma meta de reduzir gastos, a empresa mapeou processo e trocou o modelo de impressão estabelecendo pagamento por página em um centro de custos de impressão por área. Nos últimos oito anos, a montadora registra economia de 168,7 milhões de páginas. Isso em um cenário de expansão de negócios e de postos de trabalho.

por Felipe Dreher

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