Para o Itaú, TI verde precisa apresentar resultados consistentes


Convencer o board de que vale a pena investir em tecnologias verdes depende de argumentos relacionados à capacidade de obter retorno sobre o investimento com a postura. “Para ganhar atenção (às iniciativas de green IT) é preciso resultados consistentes”, comenta João Bezerra Leite, diretor de infraestrutura e operações de TI do Itaú. O executivo afirma ainda que é necessário negociar paciência com a empresa, pois “ir muito rápido nessa questão pode não trazer os resultados esperados”.

De acordo com o diretor, o banco trabalha as iniciativas alinhadas a sua estratégia corporativa com foco a reduzir (cursos, é curso mesmo ou custo) e despesas. Para tanto, quando começou o processo, realizou uma radiografia do que vinha sendo feito e como poderia otimizar as ações. “Criamos um comitê focado e nos organizamos em quatro ações”, explica, para enumerar: “eficiência energética, ciclo de vida dos produtos (lixo eletrônico), green workplace e soluções verdes (como a TI gera soluções para afetar toda cadeia produtiva)”.

A postura estratégica que o tema denota dentro do Itaú atrela-se ao fato de que a TI é considerada a fábrica do sistema financeiro. Bezerra salienta que a tecnologia consome aproximadamente metade dos recursos de energia do banco. A partir de projetos em busca de eficiência, o diretor já contabiliza uma economia anual de eletricidade na casa dos R$ 7 milhões. De acordo com a instituição, medidas que contemplam virtualização de servidores e desktops, adoção de monitores LCD e compra de equipamentos mais eficientes contribuem para esse resultado.

O banco possui, ainda nessa seara, uma ação de descarte responsável de lixo eletrônico que, desde o início de 2009 recolheu mais de 220 toneladas sucatas tecnológicas, com 98% de reaproveitamento do material coletado.

Telepresença

Com 40 salas de videoconferência em operação, o Itaú parte para uma evolução do modelo em busca de reduzir deslocamentos e redução na emissão de CO2. Para tanto, agora, parte para a construção de 18 salas de telepresença Cisco, conectando operações no Brasil e no exterior. Algumas já se encontram em funcionamento.

Mesmo com grande esforço em direção a uma postura mais sustentável, Bezerra classifica que as iniciativas de TI verde estão apenas “engatinhando” para entender e tratar o tema. “O objetivo é trabalhar fortemente a questão, pois estamos no começo desse processo”, pontua, dizendo que os desafios, agora, residem em ampliar capacidade de processamento, trabalhar com fornecedores compliance, levar a questão de descarte para a sociedade e, internamente, trabalhar a conscientização e contribuição efetiva.

por Felipe Dreher

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