Renault Brasil usa criatividade para melhorar videoconferência


A necessidade de reduzir os custos com viagens e melhorar a qualidade de vida dos profissionais tem aumentado a demanda das empresas por tecnologias que permitam reuniões virtuais. Além da já consagrada videoconferência, cresce a procura por soluções de telepresença. Estas últimas buscam simular o máximo possível uma conversa pessoal, a partir de múltiplas telas, com imagens em alta definição e em escala real.

No Brasil, o CIO da Renault para Américas, Angelo Fígaro, informa que a fabricante de automóveis até estudou a possibilidade de implementar a telepresença para facilitar as centenas de reuniões que os funcionários da companhia realizam diariamente por meio da web. Mas um dos impeditivos para a implementação da tecnologia em curto prazo é o investimento no link de cerca de 12 Mbps, que seria necessário para suportar a transmissão de dados, voz e imagem em alta definição. “E o custo de telecom no País ainda é proibitivo”, analisa Fígaro.

Enquanto não implementa a telepresença, a saída encontrada pela Renault para tornar as reuniões a distância mais reais foi, há dois anos, adotar um sistema que permite focalizar as pessoas enquanto elas falam na videoconferência. “A solução foi implementada a pedido dos próprios funcionários. Eles queriam enxergar o rosto dos participantes das reuniões [a distância], para perceber as expressões de cada um”, conta o CIO.

Pelo sistema adotado, quando algum dos participantes da videoconferência aciona o botão para ligar seu microfone individual e fazer algum comentário durante as reuniões, a câmera automaticamente focaliza essa pessoa.

Atualmente, a Renault conta com 30 salas de videoconferência em alta definição em seis países da América Latina, sendo 14 delas no Brasil. Mesmo sem revelar o total investido, Fígaro afirma: “O último equipamento, que adquirimos para a filial de São Paulo, se pagou em seis meses.” Para realizar esse cálculo, o executivo leva em conta o número de viagens que foram evitadas graças à tecnologia. “Só em abril, realizamos cerca de 142 reuniões a distância por semana nas salas de vídeo conferência. E, em maio, esse índice passou para 160 reuniões semanais”, detalha Fígaro.

Reuniões entre dois usuários

Ele ressalta, contudo, que esse número pode ser bem maior se contabilizadas as videoconferências ponto-a-ponto (entre dois usuários), realizadas a partir dos desktops e notebooks dos funcionários.

Hoje, cerca de 150 colaboradores da Renault no Brasil já utilizam essa tecnologia ponto-a-ponto. Para isso, além da webcam, a empresa investiu na adoção de softwares que permitem as reuniões a distância. “Os principais executivos da corporação utilizam o sistema da Tandberg, por conta da garantia de qualidade de serviço”, explica o CIO, que acrescenta: “Enquanto os gestores usam a solução fornecida pela Cisco e ainda instalamos o Microsoft Office Communicator para os demais profissionais”.

De acordo com Fígaro, ainda em 2010, a Renault pretende trocar todo o seu parque instalado de computadores. E, de olho na possibilidade de ampliar o uso da videoconferência ponto-a-ponto, a companhia pretende que 85% das 2,8 mil máquinas tenham câmeras integradas.

Por Tatiana Americano, da Computerworld

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