Bancos serão os primeiros a adotar nuvem privada, prevê EMC


O setor financeiro costuma ser o mais reticente na adoção de novas tecnologias. Pesa nesse ponto as infraestruturas legadas e a grande preocupação com segurança. Apesar de tudo isso, o CEO da EMC, Joe Tucci, acredita que os bancos estão entre os primeiros a aderir à nuvem privada. Ele fez essa afirmação durante o EMC World, evento para clientes e parceiros, que está sendo realizado em Boston (EUA).

De acordo com o executivo, tudo aponta para essa tendência à medida que se caminha para a maturidade do mercado: o Unix, como sistema operacional, está decaindo e os bancos possuem um número grande de aplicativos distribuídos entre plataformas alta e baixa, que tirariam proveito da flexibilidade da nuvem. “Para adotar a nuvem privada, eles precisam de um sistema robusto, confiável e eficiente nos custos”, afirma.

Tucci defende que a tecnologia já chegou ao ponto de atender os requisitos do mercado e cita o benefício dos custos como principal argumento. “Com a nuvem privada, as companhias poderão reverter o quadro atual, no qual cerca de 70% do investimento em datacenter são focados em manutenção. A ideia é aumentar o percentual da inovação”, diz.

Outro fator que pode determinar a migração das companhias para a nuvem privada, segundo Tucci, é o aumento exponencial de informações que circulam nas corporações. Segundo projeções de mercado, até 2020 esse volume deverá aumentar em 44 vezes, chegando a 32 Zettabytes (ou 32 bilhões de terabytes). “Com as infraestruturas tradicionais, não será viável manter, nem gerenciar tantas informações. Elas são muito complexas e caras para isso”, justifica.

Nuvem pública
Os grandes fornecedores de computação em nuvem pública, como Amazon e Google, representam uma relativa ameaça aos fornecedores de infraestruturas locais, ao realizar uma oferta simples, escalável e sob demanda. Mas, de acordo com Tucci, esses players não vão suprir todo o mercado. “A Amazon, por exemplo, atende somente uma parte da necessidade das empresas, não é o suficiente para atender toda a necessidade das corporações”, afirma o executivo, descartando os players como concorrentes importantes.

Por Rodrigo Afonso, da Computerworld

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